Brasil, 50 anos de imigração - ⑨ A vida vista novamente entre a vida e a morte
O encontro com o missionário Kang Myeong-gwan e a morte de minha mãe Mais importante do que como se morre, é como se vive Resumo Ao encontrar um missionário que atuava na Amazônia em meu consultório, pude ver como o peso da vida fica gravado no corpo. Esse encontro me fez recordar a morte de minha mãe e refletir sobre o que realmente importa: não como morremos, mas como vivemos. Uma pessoa encontrada no consultório Era por volta de 2013, talvez 2014. Um senhor de barba cheia, com aparência simpática, entrou no consultório. Sorria bastante e tentava aliviar o ambiente com piadas de tio. Ele parecia se divertir, mas, enquanto o atendia, eu começava a estranhar. Ele reclamava de desconforto no estômago e no pescoço. Ao examiná-lo, percebi uma hérnia cervical. Os dois joelhos doíam há muito tempo ao redor da patela, a visão não estava boa, e havia dores na lombar, nos ombros e nos cotovelos… Não era um ou dois pontos: o corpo inteiro estava desgastado. “Que t...