Oswaldo Cruz: o médico que mudou a história da febre amarela no Brasil
※ Imagem gerada por IA Este texto foi originalmente organizado em 2017, quando o Estado de São Paulo enfrentava uma situação próxima a uma pandemia de febre amarela. Trata-se de um registro pessoal, baseado em diversas fontes históricas e científicas. 1. O surgimento da ciência e o mistério da febre amarela Por volta de 1850, com a invenção do microscópio, tornou-se possível observar microrganismos. O cientista francês Louis Pasteur demonstrou a existência das bactérias, abrindo caminho para a compreensão das doenças infecciosas. A partir da década de 1880, passou-se a considerar que a febre amarela poderia ter origem microbiológica. Na época, havia duas correntes opostas entre os cientistas: uma defendia que a doença era contagiosa, enquanto a outra acreditava que não se tratava de uma enfermidade transmissível. 2. A primeira hipótese ignorada – Carlos Finlay O primeiro relatório internacional sobre a febre amarela foi elaborado pelo médico cubano Juan Carlo...