O que não fazer e como diferenciar corretamente
Há muitos anos já escrevi sobre a paralisia facial periférica (Paralisia de Bell).
Passado o tempo, a situação continua a mesma:
os pacientes continuam aparecendo com frequência.
Recentemente, tenho atendido mais pacientes bolivianos do que coreanos.
Provavelmente isso se deve ao excesso de trabalho e à falta de cuidados com o próprio corpo — algo que, no passado, também foi muito comum entre os imigrantes coreanos no Brasil.
A todos que viveram e ainda vivem trabalhando duro neste país,
fica aqui um lembrete importante: cuidar da saúde também faz parte do trabalho.
Experiência clínica ao longo de gerações
A paralisia facial não é uma condição que comecei a ver apenas recentemente.
Desde a época do meu pai, já acompanhávamos muitos casos de paralisia facial,
observando de perto os processos de tratamento e recuperação.
Mais tarde, já na minha própria prática clínica,
os pacientes continuaram chegando de forma constante:
em média, de 2 casos por mês, podendo chegar a 7 ou 8 pacientes em períodos mais intensos.
Houve épocas em que, de sete salas de atendimento,
cinco estavam ocupadas apenas por pacientes com paralisia facial.
Isso mostra o quanto essa condição faz parte da prática clínica diária ao longo dos anos.
Paralisia facial não é AVC
Quando o olho não fecha bem ou a boca entorta para um lado,
muitos pacientes pensam imediatamente em AVC.
No entanto, a paralisia facial periférica é diferente do AVC
e o manejo correto desde o início faz toda a diferença na recuperação.
A distinção pode ser feita de forma relativamente simples.
📌 Legenda da imagem
※ Imagem gerada por IA
Rugas da testa preservadas sugerem AVC;
ausência de rugas em um lado sugere paralisia facial periférica.
Tempo de recuperação (média clínica)
Considerando tratamento regular:
-
Casos leves e pacientes saudáveis: cerca de 2 semanas
-
Casos moderados: cerca de 3 semanas
-
Casos com dor intensa, baixa imunidade ou idade avançada:
3 a 4 semanas ou mais
Na primeira semana, muitas vezes não há melhora visível.
A recuperação costuma se tornar mais evidente a partir da segunda semana.
Em alguns casos, o paciente pode sentir que a paralisia está piorando,
o que pode fazer parte da evolução natural do quadro.
O mais importante: o que não fazer
O erro mais comum é tratar a paralisia facial como se fosse dor muscular.
❌ Evitar:
-
Massagem quente
-
Massagear com força
-
Aparelhos vibratórios
-
Estímulos elétricos fortes
(TENS, eletroestimulação de alta frequência)
O músculo já está enfraquecido.
Estimular o relaxamento excessivo pode atrasar a recuperação
ou até reduzir as chances de melhora espontânea.
O que pode ajudar
-
Estímulos leves e suaves na pele
-
Movimentos delicados
-
Após cerca de 1 semana,
mascar chiclete do lado afetado por 5 minutos, 1–2 vezes ao dia -
Quando indicado, apenas estimulação elétrica de baixa frequência e intermitente
👉 A regra é simples:
menos força, mais paciência.
Considerações finais
Na paralisia facial, muitas vezes é mais importante
saber o que não fazer do que tentar fazer demais.
Na prática clínica, vejo com frequência pacientes que atrasam a recuperação
por atitudes bem-intencionadas, porém inadequadas.
Espero que este texto sirva como um ponto de orientação
para quem enfrenta essa condição.
Desejo saúde e bem-estar a todos.
—
Clínica de Acupuntura – Hoon Sun Park
(형제한의원)
Bom Retiro, São Paulo, Brasil

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