Talvez porque eles façam isso com mais liberdade… 😅
Mas a história de hoje é diferente.
Ela aconteceu há cerca de 35 anos, quando a clínica ainda ficava no bairro do Brás, em São Paulo,
e envolve uma mulher brasileira de meia-idade.
Imagem ilustrativa gerada por IA, utilizada apenas para fins explicativos.
Segundo ela, havia cerca de seis meses que começou a arrotar.
O problema é que não era um arroto comum.
“Keee—rooooop!”
Era um som alto, prolongado,
daqueles que duravam 2 a 3 segundos,
algo que até um homem grande teria dificuldade de fazer.
Alguém poderia pensar:
“Mas arrotar não é algo normal?”
No caso dela, não.
-
Ao apertar a mão → Keee—rooooop!
-
Ao levantar o braço → Keee—rooooop!
-
Ao tocar nos ombros ou nas costas → Keee—rooooop!
Isso se repetia constantemente,
há mais de seis meses.
Ela passou por vários hospitais,
mas sem melhora.
Com o tempo, começou a evitar sair de casa,
evitar encontros com pessoas,
e acabou desenvolvendo sintomas depressivos.
Normalmente, o arroto está relacionado a hábitos alimentares
ou a um enfraquecimento da função do estômago.
Mas este caso fugia completamente do padrão.
A própria paciente já tinha bastante conhecimento
sobre o seu problema, de tanto procurar ajuda.
Conto essa história por alguns motivos:
-
Nem todo problema de saúde precisa começar com medicação
-
Às vezes, uma ideia simples pode ser decisiva
-
Pensar com calma também faz parte do cuidado com a saúde
👦 O início do tratamento
Observando com atenção, percebi que o arroto surgia
sempre que o corpo era tocado ou movimentado.
Isso me levou a considerar um desequilíbrio funcional,
tratado pela medicina oriental como o ajuste do fluxo natural do corpo.
Iniciei então um tratamento abdominal,
buscando restabelecer esse equilíbrio.
Após a primeira sessão,
ela relatou uma melhora de cerca de 10 a 15%.
Na consulta seguinte,
meu pai — também médico tradicional oriental —
estava presente na clínica.
Expliquei o caso e pedi que ele observasse.
A primeira reação dele foi rir e dizer:
“Isso parece até coisa de espírito!”
Rindo, ele entrou na sala de atendimento
com alguns materiais simples.
Cerca de 20 a 30 minutos depois,
a paciente saiu da sala…
e o arroto praticamente havia desaparecido.
O rosto dela mostrava alívio e felicidade.
Uma expressão que nunca esqueci.
💬 A lição do meu pai
Depois que a paciente foi embora, perguntei:
— Como o senhor tratou isso?
Ele respondeu calmamente que,
na Coreia, já havia tratado um homem
que sofria de soluços há mais de 10 anos,
usando o mesmo método.
“Enrolei um pedaço de papel,
estimulei levemente o interior do nariz
e provoquei um espirro.”
Segundo ele, tanto o arroto quanto o soluço
estão relacionados a estímulos anormais no diafragma.
Se você provoca um estímulo forte e oposto,
o corpo pode “reiniciar” esse reflexo.
Naquele momento pensei:
“Ah… isso é experiência de verdade.”
Não teoria complicada,
mas uma percepção simples e direta do corpo.
Algum tempo depois,
um paciente coreano internado em tratamento de câncer
me ligou desesperado por causa de soluços contínuos.
Ensinei o mesmo método,
e pouco depois ele me ligou novamente,
agradecendo porque os soluços haviam parado.
A vida nos apresenta muitos problemas.
E quanto mais difíceis eles parecem,
mais importante é parar por um ou dois minutos e pensar.
Às vezes, a resposta não está em algo complicado,
mas em uma observação simples que nunca havíamos considerado.
Essa é uma lição que aprendi com meu pai
e que faço questão de transmitir aos meus filhos:
“Quando algo não funciona, pare um pouco e pense.
Muitas vezes, o caminho mais simples é o melhor.”
Esse pequeno hábito
pode melhorar não só a nossa saúde,
mas também a forma como lidamos com a vida.
💧 No fim das contas, esta história não fala apenas de um sintoma,
mas da importância de parar e pensar antes de agir,
tanto na saúde quanto na vida.
⚠️ Aviso Legal e Médico
Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educativa.
As informações aqui apresentadas não constituem consulta médica,
diagnóstico ou indicação de tratamento.Nenhum procedimento descrito deve ser reproduzido
sem a avaliação individual de um profissional de saúde habilitado.Cada pessoa possui condições físicas e clínicas próprias,
e sintomas semelhantes podem ter causas diferentes.Em caso de dúvidas, sintomas persistentes ou agravamento do quadro,
procure sempre um médico ou profissional de saúde qualificado.
👉 “Versão em coreano disponível aqui”

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