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✈️ Dongdaegu: a rua de Kim Kwang-seok e um encontro silencioso na comunidade jesuíta


Depois de chegar a Dongdaegu vindo de Ulsan, caminhei bastante pela cidade e acabei jantando tarde. Antes de voltar ao hotel, passei em uma loja de conveniência CU para comprar leite. Quase todos os dias eu escolhia leite de banana, mas naquela noite vi algo que parecia ser leite de morango e resolvi experimentar.

No caixa, a senhora sorriu e disse: “É promoção 1+1”, colocando mais uma unidade na sacola. Como eu só pretendia beber pela manhã, pensei em guardar os dois, mas acabei abrindo um ainda naquela noite. Descobri então que não era leite de morango, mas um iogurte bem concentrado.

Bebi um à noite e outro pela manhã… e meu estômago não reagiu nada bem.

🌅 Uma manhã tranquila em Dongseong-ro

Por volta das 7h15, ainda me sentindo pesado, tomei apenas um pouco de sopa cremosa e kani no hotel. Diferente do Toyoko Inn de Busan, aqui não havia mingau de arroz e as opções do café da manhã eram mais simples. Nesse ponto, o hotel de Busan foi bem melhor.

Enquanto tomava o café, fotografei a paisagem pela janela de vidro. Ao fundo, era possível ver o prédio da Primeira Igreja de Daegu.

Às 7h30, saí para caminhar por Dongseong-ro. A rua estava vazia, silenciosa e perfeita para tirar fotos. Difícil imaginar que na noite anterior o mesmo lugar estava cheio de jovens e músicos de rua.

🎵 A rua de Kim Kwang-seok

Pensando onde ir naquela manhã, pesquisei atrações próximas e encontrei a Rua Kim Kwang-seok – Reimagining Street. No dia anterior eu havia visitado “A Casa do Quintal Profundo”, de Kim Won-il, e imaginei que fosse algo parecido, mas resolvi ir mesmo assim.

Kim Kwang-seok foi um cantor e compositor nascido em Daegu. Descobri ali que ele faleceu muito jovem, aos 32 anos. A rua foi criada para homenagear sua vida e suas canções, com murais, esculturas e instalações artísticas espalhadas pelos becos.

Existem opiniões divididas sobre transformar cultura em ponto turístico, mas pessoalmente vejo isso de forma positiva. O bairro fica mais bonito, o ambiente melhora e a cidade ganha vida.

Enquanto caminhava, músicas suaves tocavam discretamente por alto-falantes escondidos. As paredes estavam cobertas de murais e os bancos tinham formato de violão. Cada detalhe parecia cuidadosamente pensado.

Esse tipo de espaço talvez agrade ainda mais às mulheres, por ser sensível, emocional e cheio de pequenas histórias. Às vezes penso que o turismo funciona melhor quando é pensado a partir desse olhar.

O trecho principal da rua tem cerca de 350 metros. Na parte de baixo, o clima é retrô, lembrando os anos 60 e 70. Na parte de cima, próxima à avenida, o ambiente é mais moderno e contemporâneo.

🌳 A Forest Road de Kim Kwang-seok

No final da rua, virei à esquerda e encontrei a chamada “Forest Road”. Apesar do nome, é mais um caminho de passeio do que uma floresta, já que as árvores ainda são jovens.

Ali vi esculturas curiosas feitas com rodas de bicicleta, bancos interativos com iluminação noturna e até coelhos decorativos que iluminam o caminho à noite.

Gostei especialmente do cuidado com os detalhes: tampas de bueiro decoradas, piso antiderrapante e iluminação pensada para criar um clima acolhedor.

🚇 Em direção à comunidade jesuíta(Lar do Pequeno Jesus)

Depois de concluir o passeio pela rua de Kim Kwang-seok, segui para o metrô. Até as tampas no chão indicavam a direção a seguir. Meu próximo destino era a Comunidade Jesuíta de Daegu(Lar do Pequeno Jesus), onde eu havia marcado um encontro com a irmã Teresa.

Após algumas conexões de metrô, caminhei cerca de dez minutos até chegar a uma casa simples e bonita, feita de tijolos vermelhos.

🙏 Um encontro que permanece

No pátio, entre árvores e flores, havia uma imagem de Maria. A irmã Teresa me recebeu com um sorriso sereno — um verdadeiro anjo sorridente.

Ela cuida de mulheres com deficiência intelectual e vive uma vida dedicada ao serviço silencioso. No Brasil, conheço bem o trabalho das irmãs da Pequena Comunidade de Jesus: elas alimentam moradores de rua, cuidam de idosos abandonados e fazem tudo isso sem apoio governamental, apenas com doações.

Ali, ninguém apenas “dá comida”. Elas servem com respeito e dignidade, como se estivessem acolhendo o próprio Cristo.

🌄 Apsan, mirantes e cuidado humano

Mesmo cansada, a irmã Teresa insistiu em me mostrar um pouco mais de Daegu. Visitamos o antigo lavadouro de Apsan, hoje transformado em parque, e depois subimos até o mirante.

Tudo era acessível, inclusive para cadeiras de rodas, pois ela costuma levar as irmãs para passear e tomar vento ali.

Mais tarde, seguimos até o teleférico de Apsan. Lá em cima, a vista panorâmica da cidade se abriu diante de nós. Entre esculturas curiosas, um coelho dourado chamava a atenção, coberto de mensagens positivas como “realize seus sonhos” e “encontre boas pessoas”.

💗 Gratidão e encerramento

Conhecer Dongdaegu com a irmã Teresa como guia foi um privilégio raro. Pessoas que vivem assim, em silêncio e dedicação, tornam o mundo um lugar melhor.

Mais tarde, passei mal por causa de uma forte indigestão e precisei interromper a viagem por algumas horas. Depois de descansar, consegui me recuperar.

Viajar também é aprender limites: comer com moderação, respeitar o corpo e agradecer por poder continuar o caminho.

Com gratidão no coração, decidi seguir viagem para Suwon, onde um amigo me aguardava.


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