🇰🇷 Viagem à Coreia (3)
Busan – Gijang, Templo Haedong Yonggungsa e a trilha costeira de Osiiria
Este já era o terceiro dia da minha viagem por Busan. Busan é a cidade onde nasci, Songjeong é onde ficava a casa da família materna, e Gijang é a região onde uma das minhas tias viveu e onde outra ainda mora.
Na minha memória, Gijang era um lugar extremamente rural. Por isso, fiquei curioso ao saber que ali se encontra o Haedong Yonggungsa, considerado por muitos um dos templos budistas mais bonitos da Coreia.
Mesmo já conhecendo Busan, Songjeong e Gijang desde a infância, meus passos acabaram naturalmente me levando de volta a esses lugares. As cidades haviam mudado tanto que era difícil reconhecê-las. Na verdade, toda a Coreia parecia completamente diferente do que eu lembrava.
🌅 Manhã cedo rumo a Gijang
Por volta das 6h30 da manhã, tomei um café simples no hotel, com mingau de arroz, sopa cremosa e odeng. Às 6h50, peguei um táxi em direção ao templo Haedong Yonggungsa.
Saí da Estação de Busan às 6h50 e cheguei ao templo por volta das 7h20. Percebi que os taxistas em Busan dirigem com mais agilidade do que os de Seul.
🛕 Haedong Yonggungsa
Logo na entrada, vi a placa indicando “Templo Tradicional Haedong Yonggungsa”. O horário de visita começa às 4h30 da manhã, o que mostra como os monges são disciplinados.
Desde a entrada, o templo estava impecavelmente limpo, rodeado por bambus, árvores bem cuidadas e inúmeras estátuas budistas.
Por ser abril, mês próximo ao aniversário de Buda, havia lanternas coloridas decorando todo o templo. No ponto mais alto, encontra-se a grande estátua de Haesugwaneum Daebul, voltada para o mar.
O templo é realmente belo, especialmente por estar à beira-mar. É conhecido como o local onde o sol nasce primeiro na Coreia.
No entanto, algo me causou certo desconforto: em vários pontos havia caixas de doações espalhadas. Um templo deveria ser um lugar para ouvir ensinamentos, refletir e aliviar as preocupações da vida, e não um espaço onde o dinheiro chama mais atenção do que a contemplação.
Comparo isso com o Templo Zu Lai, próximo a São Paulo, onde há programas de meditação e silêncio, sem esse tipo de pressão visual. Talvez a simplicidade também seja uma forma de espiritualidade.
🚶 Trilha costeira ao redor do templo
Seguindo pela trilha costeira ao redor do templo, a paisagem muda a cada passo. Ondas batem contra as rochas, criando uma cena que parece uma pintura.
A trilha continua com passarelas de madeira e leva ao caminho chamado Haepalang-gil. Quanto mais eu caminhava, mais bonitas ficavam as paisagens.
Por volta das 8h20 da manhã, eu estava completamente sozinho na trilha. Caminhar em silêncio, cercado pela natureza, é um privilégio que só um lugar seguro permite.
Uma placa simples dizia: “Quando os pinheiros crescerem, haverá sombra.” Uma frase curta, mas cheia de significado. É isso que os viajantes procuram: mensagens simples e verdadeiras.
🌊 Osiiria – trilha costeira inesperada
Seguindo em frente, encontrei uma placa indicando “Trilha Costeira de Osiiria”. Sem planejar, decidi continuar caminhando.
O vento estava muito forte, mas isso parecia levar embora todo o estresse. Havia poucas pessoas, o que tornava o lugar ainda mais especial.
A trilha tem cerca de 2,1 km e se tornou um dos lugares mais memoráveis da minha viagem. É um caminho onde se caminha junto com a natureza, não apenas ao lado dela.
🏛️ Caminhos, encontros e reflexão
Ao longo do caminho, vi um pequeno templo marítimo, o Haegwangsa Yongwangdan, construído em 1941 para rezar pela segurança dos pescadores.
Notei que, assim como no Haedong Yonggungsa, a maioria dos fiéis era composta por mulheres.
Continuei caminhando até que a trilha terminou em uma estrada. Sem ônibus por perto, segui a pé, atravessando túneis e estradas, até final
No Brasil, jamais pensaria em atravessar um túnel a pé. Fiquei com um pouco de receio antes de entrar, mas segui adiante. No final, era apenas parte de uma estrada limpa e tranquila. Depois de caminhar pela via expressa até Gijang, peguei um ônibus de volta para Busan. O jantar foi especial: meongge-bap e abalone grelhado, pratos sofisticados que não se encontram no Brasil.





















































































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